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O Despertar do Spoiler

que a Força esteja com você.

Depois de tanto tempo, já deveríamos estar acostumados com o bombardeio de informações de filmes que ainda vão ser lançados, certo? Alguns indivíduos ainda vão além e gastam neurônios fazendo ligações de como será a trama, de tal forma que se colocam como o supra-sumo da descoberta de roteiro quando vêem na tela o que imaginaram do filme.

Isto posto, chegamos a semana da estreia de “Star Wars – O Despertar da Força”. E mistérios sobre a trama.

Legal, não é? Depende. Muitos não conseguem aceitar o fator surpresa. E isso gera expectativa, que gera o medo do famigerado spoiler. Só a simples citação deste termo criam desavenças eternas.

Mas, em um mundo em que todos veneram a velocidade com que obtemos a informação, a falta dela está fazendo com que pessoas criem um bunker em torno de si. Imagine a seguinte situação: se todos soubéssemos sobre a história do filme, quais seriam as discussões agora? “O que acontece na história para que a cena do primeiro minuto se transforme no flash que aparece no minuto 2:17 do trailer” ou “A parte do filme este trecho do trailer se encaixa”?

É óbvio que a interwebs vai explodir em informações. É óbvio que o seu amigo vai soltar uma no grupo do Whatsapp (se a Justiça Federal deixar né?). É óbvio que isso será tema de conversas até mesmo em sala de espera no dentista. Porque a informação passou a existir a partir do momento que o filme foi feito.

O fator desequilibrante da disseminação dos spoilers “somo nózes”. Isso mesmo. Eu, você e o resto do mundo. Ainda mais hoje em que todos podem gerar conteúdo. Ouso até fazer uma pequena equação que explica o nascimento deste pequeno ser que destrói mais lares do que a manicure da Fabíola. Lá vai:

(“Emoção em quantidade desnecessária de um bocó” + “qualquer rede social à disposição”) x “mostrar que sabe-tudo-sobre”= spoiler.

E hoje vocês o encontrarão aos montes e em todos os lugares. Não adianta correr para as montanhas ou se esconder debaixo da cama, ele estará lá. A um clique de distância. Ame ou odeie, ele existe. Apenas aceite. A decisão de ler é somente sua e se você tiver menos medo, fica melhor.

Afinal, como diria o Mestre: “O medo é o caminho para o lado negro. O medo leva a raiva, a raiva leva ao ódio, o ódio leva ao sofrimento.”

Written by Rafael Tavares

Cada ano mais chato.
Vejo de tudo, mas isso não significa que gosto de tudo o que vejo.

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