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‘A Chegada’ – Ficção Sem Pretensão

Ultimamente, fãs de ficção científica vem sendo maltratados diante de tantas produções que prometeram algo diferente, mas sem tanto êxito. (‘Prometheus‘, eu ouvi seu nome?) Tem pessoas que vão citar ‘Interstellar‘ (que eu acho superestimado) e ‘Perdido em Marte‘ (jornada do herói normalzona, meio blergh!), só para citar os exemplos mais recentes. Ao meu ver, este gênero sempre foi uma boa forma de análise sobre o ser-humano e sua relação com o desconhecido. Como aquilo vai afetar sua sociedade, seu modo de agir, sua visão sobre um mundo em que não há nenhum conhecimento prévio. Sempre encarei como um exercício de introspecção. E, vendo dessa forma, “A Chegada” é o melhor filme de ficção científica em tempos!

Primeiro ponto notável: mostrar como as pessoas temem o desconhecido. E não falo apenas dos extraterrestres. Vemos países lidando da situação, cada um à sua maneira. Vemos pessoas pilhando lojas quando as naves aparecem. Vemos indivíduos operando no limite emocional ao encarar algo completamente novo em suas vidas. Todos estes paralelos favorecem muito a personagem principal deste filme. E não é a Amy Adams.

O filme todo gira em torno da linguagem. Como nos comunicamos e o que absorvemos delas. A intenção por trás de cada sílaba e significado por trás de um singelo ponto de interrogação. Em um certo ponto, um personagem diz: A palavra é a primeira arma utilizada em uma guerra. Tudo depende de quem a utiliza. Até porque, um martelo pode ser uma ferramenta ou uma arma. A decisão é sua.

Além do conflito homens/aliens, temos os conflitos emocionais que dão corpo e importância para a história. Não é apenas um adereço para encher linguiça. A forma como ela é apresentada é digna de aplausos.

Saber que este diretor (Denis Villeneuve) está comandando o novo ‘Blade Runner‘ me deu um grande alento. Se ‘A Chegada’ foi o seu cartão de visitas no gênero, teremos coisas muito boas no futuro.

Written by Rafael Tavares

Cada ano mais chato.
Vejo de tudo, mas isso não significa que gosto de tudo o que vejo.

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