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Audaciosamente indo onde nenhum livro jamais esteve.

“Vamos direto ao ponto?”. Parece ser isso que a HBO e George R.R. Martin querem dizer à todos. Em alto e bom som. Vários showrunners precisam assistir “Game of Thrones” para aprender como se deve conduzir uma história. E nem me atenho à qualidade que você dá (ou não) para a série, mas sim para o andamento em que ela é feita.

Boas histórias não resistem a um péssimo andamento, porque tudo aquilo que te cativou é diluído. Fica sem sabor, sem nada que te mantenha acompanhando com fervor. Perde aquela sensação de “montanha-russa”, em que você encara aquele looping numa velocidade absurda e depois, ainda com a adrenalina correndo, sobe lentamente já vislumbrando a próxima descida. Poderia citar séries que tiveram este efeito negativo em mim, mas é bem melhor deixar que busque na memória qual foi a série que te trouxe essa sensação. Todos temos este tipo de experiência.

“Mas nossa??!! Com 2 episódios de GoTe já está elogiando”. Sim.

Em dois episódios – e se você combinar o tempo daquele “núcleo” em tela, uns 10 minutos no máximo – já resolveram uma situação chave e abriram muitas outras. Sem delongas e com profundidade. Afinal, é o que o tipo de andamento que esta série se propôs a dar e que continua fiel. Mesmo naqueles momentos mais maçantes (né Dorne?). E eles tinham tudo para enrolar os espectadores, pois – para vários personagens – a série passou a cronologia dos livros. Isso já seria um grande motivo para transformar o “almoço de domingo” em “comida do dia-a-dia” e nos fazer esperar meses por algo impactante.

Isso sem falar nas teorias que já estão correndo soltas sobre o destino dos personagens…

Se a série te cativou, ótimo. Você tem a exata noção do que irá receber em cada episódio. Se você não gostou, também está ótimo. Pois não ficaram te enrolando por meses para depois sofrer uma grande decepção. O meu tempo é precioso. O seu tempo é precioso. Falhas podem aparecer a qualquer instante, mas devemos ao menos ter respeito por quem não trata com desdém os minutos que perdemos na frente da tela.

E isso é cada vez mais raro.

Written by Rafael Tavares

Cada ano mais chato.
Vejo de tudo, mas isso não significa que gosto de tudo o que vejo.

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